[Ubuntu-PT 8545] Europa livre de patentes de software

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[Ubuntu-PT 8545] Europa livre de patentes de software

Vasco Almeida-2
   Caro ubuntista,

     Não sei se já sabe dos perigos que se aproximam da
Internet e do mundo da computação.

     Alguns sectores económicos estão a fazer pressão no
Parlamento Europeu para que sejam aprovadas as Patentes
de Software.

     Não sabe o que são? Pensa que não o penalizam? Recomendo
que vá a http://livredepatentes.gnulinux-portugal.org
para obter alguma informação sobre isto.

     Ainda podemos fazer muito para evitar a introdução de
Patentes de Software na Europa, mas precisamos, acima de tudo,
da ajuda de TODOS.



- Quero uma Europa Livre de Patentes de Software! E tu? -
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[Ubuntu-PT 8546] Re: Europa livre de patentes de software

André Pereira-3
Lamento discordar da sua opinião, no entanto...

Se alguém inventou algo e esse alguém tem interesse em utilizar esse algo em seu beneficio ou em beneficio de alguém, qual é o problema de ter de pagar a quem teve a ideia?

Deviam de fazer era algo para que fosse mais simples e barato o registo de patentes na Europa...

Isso sim!!





A 2011/03/05, às 19:04, Vasco Almeida escreveu:

>  Caro ubuntista,
>
>    Não sei se já sabe dos perigos que se aproximam da
> Internet e do mundo da computação.
>
>    Alguns sectores económicos estão a fazer pressão no
> Parlamento Europeu para que sejam aprovadas as Patentes
> de Software.
>
>    Não sabe o que são? Pensa que não o penalizam? Recomendo
> que vá a http://livredepatentes.gnulinux-portugal.org
> para obter alguma informação sobre isto.
>
>    Ainda podemos fazer muito para evitar a introdução de
> Patentes de Software na Europa, mas precisamos, acima de tudo,
> da ajuda de TODOS.
>
>
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[Ubuntu-PT 8547] Re: Europa livre de patentes de software

Georgy Zhukov
Duplo clique.

É uma patente nos states.

Assim como as listas ligadas.

Acho que está tudo dito em relação à idiotice das patentes de software.

O software já é protegido pelos direitos de software. Daí "code is poetry".

E sinceramente caro André Pereira, tenho-te a dizer que não percebo então
porque usas software livre.

O conhecimento é (e deve ser sempre) livre. O conhecimento é da Humanidade.

Nunca nenhum de nós vai inventar nada, apenas pegar em coisas que já existem
e adaptar para algo relativamente novo, sempre apoiados em conhecimentos
anteriores.

Pensa nisso cada vez que usares uma util open source.

Cumprimentos!

2011/3/5 André Pereira <[hidden email]>

> Lamento discordar da sua opinião, no entanto...
>
> Se alguém inventou algo e esse alguém tem interesse em utilizar esse algo
> em seu beneficio ou em beneficio de alguém, qual é o problema de ter de
> pagar a quem teve a ideia?
>
> Deviam de fazer era algo para que fosse mais simples e barato o registo de
> patentes na Europa...
>
> Isso sim!!
>
>
>
>
>
> A 2011/03/05, às 19:04, Vasco Almeida escreveu:
>
> >  Caro ubuntista,
> >
> >    Não sei se já sabe dos perigos que se aproximam da
> > Internet e do mundo da computação.
> >
> >    Alguns sectores económicos estão a fazer pressão no
> > Parlamento Europeu para que sejam aprovadas as Patentes
> > de Software.
> >
> >    Não sabe o que são? Pensa que não o penalizam? Recomendo
> > que vá a http://livredepatentes.gnulinux-portugal.org
> > para obter alguma informação sobre isto.
> >
> >    Ainda podemos fazer muito para evitar a introdução de
> > Patentes de Software na Europa, mas precisamos, acima de tudo,
> > da ajuda de TODOS.
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[Ubuntu-PT 8548] Re: Europa livre de patentes de software

йозе леал
In reply to this post by André Pereira-3



Sat, 5 Mar 2011 19:21:56 +0000 письмо от AndrИ Pereira <[hidden email]>:

> Lamento discordar da sua opini?o, no entanto...
>
> Se algu?m inventou algo e esse algu?m tem interesse em utilizar esse algo em
> seu beneficio ou em beneficio de algu?m, qual ? o problema de ter de pagar a
> quem teve a ideia?
>

Há uns anos estive num encontro em Lisboa de pessoas que se manifestaram contra as patentes de software (foi mais um encontro do que manifestação). A ideia, pois, não é nova, os lóbies há muito que têm tentado levar a sua avante ou através do Parlamento Europeu ou através da Comissão Europeia.

Uma coisa é eu escrever um programa e registar o código, tal como posso fazer com um livro e aí, ninguém poderá copia-los. Mas isso já é possível fazer hoje em dia, sem necessidade de introdução das patentes de software.

Infelizmente, eu não sou a pessoa mais indicada para explicar qual é o perigo das patentes de software, mas vou tentar dar um exemplo que, alias, foi referido naquela reunião: os links estão patenteados. Ou seja, se eu tiver uma pagina e essa página tiver um link (e não estou a ver como evita-lo), terei que pagar a uma empresa inglesa aquilo que eles acharem por bem, e essa empresa nem inventou a World Wide Web, nem os protocolos http, nem o formato html, mas, patentearam a ideia do link. O progressor de tarefas (aquilo que eu chamo o termómetro) esta patenteado. Ou seja, não interessa em que língua de programação, em que cor ou com que aspecto, eu não posso implementar o tal "termómetro" sem pagar royalties à respectiva empresa. O mesmo deve acontecer com os menus pop-up ou pull-down, etc. Ou seja, se eu for programador, eu não posso dar um passo sem ter que pagar royalties a alguém. isso torna a vida de um programador independente ou de uma pequena empresa virtualmente impossível. O desenvolvimento de software livre, do linux, por exemplo, seria impossível.

Isto tudo parece completamente absurdo e delirante e o problema é que o é na realidade.

Infelizmente, repito-me, eu não sou a pessoa mais informada para esclarecer sobre assuntos como direitos de autor (que já existem) e patentes de software. Entre as pessoas que estiveram no encontro a que já me referi, havia muita gente esclarecida e competente, sobretudo uma pessoa que estudou sozinha o problema, mesmo sem ter formação jurídica, e fez lóbie junto dos parlamentares portugueses no Parlamento Europeue ele contou-nos a reacção dos deputados (que agora não me lembro) a maioria dos quais não percebia nada do assunto e admitia-o abertamente nos encontros que tiveram com ele.  Este tipo de acções foi feito por voluntários de vários países. Acho que foi isso que impediu que até agora as patentes de software tenham sido adoptadas na Europa.

Eu só não percebi uma coisa: como é que "a vida continua" nos países onde essa legislação já foi aprovada (EUA, por exemplo).
Uma possível explicação é que se o software livre fosse abolido de um dia para o outro parava tudo: google, internet, tudo.



> A 2011/03/05, ?s 19:04, Vasco Almeida escreveu:
>
> >  Caro ubuntista,
> >
> >    N?o sei se j? sabe dos perigos que se aproximam da
> > Internet e do mundo da computa??o.
> >
> >    Alguns sectores econ?micos est?o a fazer press?o no
> > Parlamento Europeu para que sejam aprovadas as Patentes
> > de Software.
> >
> >    N?o sabe o que s?o? Pensa que n?o o penalizam? Recomendo
> > que v? a http://livredepatentes.gnulinux-portugal.org
> > para obter alguma informa??o sobre isto.
> >
> >    Ainda podemos fazer muito para evitar a introdu??o de
> > Patentes de Software na Europa, mas precisamos, acima de tudo,
> > da ajuda de TODOS.
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[Ubuntu-PT 8549] Europa livre de patentes de software

JaimePereira
In reply to this post by Vasco Almeida-2
O Georgy Zhukov já disse tudo e eu apoio.
Quanto ao André, acho que ele ainda não compreendeu o espírito do open
source e do open format.
Se existe a tal Europa das pessoas ela será contra as patentes de software.
Adoptei de imediato este lema:
- Quero uma Europa Livre de Patentes de Software! E tu? -
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Jaime Pereira
https://launchpad.net/~jaimepereira
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[Ubuntu-PT 8550] Re: Europa livre de patentes de software

André Pereira-3
In reply to this post by йозе леал
Se reparar, os direitos de autor são nada mais nada menos que patentes...
A diferença é que no caso das patentes tende a ser algo mais técnico e acima de tudo pretende proteger o autor da ideia de esta cair em vulgaridade após a sua "descoberta".
Por alguma razão o registo de patentes tem uma validade.



A 2011/03/05, às 21:45, йозе леал escreveu:

>
>
>
> Sat, 5 Mar 2011 19:21:56 +0000 письмо от AndrИ Pereira <[hidden email]>:
>
>> Lamento discordar da sua opini?o, no entanto...
>>
>> Se algu?m inventou algo e esse algu?m tem interesse em utilizar esse algo em
>> seu beneficio ou em beneficio de algu?m, qual ? o problema de ter de pagar a
>> quem teve a ideia?
>>
>
> Há uns anos estive num encontro em Lisboa de pessoas que se manifestaram contra as patentes de software (foi mais um encontro do que manifestação). A ideia, pois, não é nova, os lóbies há muito que têm tentado levar a sua avante ou através do Parlamento Europeu ou através da Comissão Europeia.
>
> Uma coisa é eu escrever um programa e registar o código, tal como posso fazer com um livro e aí, ninguém poderá copia-los. Mas isso já é possível fazer hoje em dia, sem necessidade de introdução das patentes de software.
>
> Infelizmente, eu não sou a pessoa mais indicada para explicar qual é o perigo das patentes de software, mas vou tentar dar um exemplo que, alias, foi referido naquela reunião: os links estão patenteados. Ou seja, se eu tiver uma pagina e essa página tiver um link (e não estou a ver como evita-lo), terei que pagar a uma empresa inglesa aquilo que eles acharem por bem, e essa empresa nem inventou a World Wide Web, nem os protocolos http, nem o formato html, mas, patentearam a ideia do link. O progressor de tarefas (aquilo que eu chamo o termómetro) esta patenteado. Ou seja, não interessa em que língua de programação, em que cor ou com que aspecto, eu não posso implementar o tal "termómetro" sem pagar royalties à respectiva empresa. O mesmo deve acontecer com os menus pop-up ou pull-down, etc. Ou seja, se eu for programador, eu não posso dar um passo sem ter que pagar royalties a alguém. isso torna a vida de um programador independente ou de uma pequena empresa virtualmente impossível. O desenvolvimento de software livre, do linux, por exemplo, seria impossível.
>
> Isto tudo parece completamente absurdo e delirante e o problema é que o é na realidade.
>
> Infelizmente, repito-me, eu não sou a pessoa mais informada para esclarecer sobre assuntos como direitos de autor (que já existem) e patentes de software. Entre as pessoas que estiveram no encontro a que já me referi, havia muita gente esclarecida e competente, sobretudo uma pessoa que estudou sozinha o problema, mesmo sem ter formação jurídica, e fez lóbie junto dos parlamentares portugueses no Parlamento Europeue ele contou-nos a reacção dos deputados (que agora não me lembro) a maioria dos quais não percebia nada do assunto e admitia-o abertamente nos encontros que tiveram com ele.  Este tipo de acções foi feito por voluntários de vários países. Acho que foi isso que impediu que até agora as patentes de software tenham sido adoptadas na Europa.
>
> Eu só não percebi uma coisa: como é que "a vida continua" nos países onde essa legislação já foi aprovada (EUA, por exemplo).
> Uma possível explicação é que se o software livre fosse abolido de um dia para o outro parava tudo: google, internet, tudo.
>
>
>
>> A 2011/03/05, ?s 19:04, Vasco Almeida escreveu:
>>
>>> Caro ubuntista,
>>>
>>>   N?o sei se j? sabe dos perigos que se aproximam da
>>> Internet e do mundo da computa??o.
>>>
>>>   Alguns sectores econ?micos est?o a fazer press?o no
>>> Parlamento Europeu para que sejam aprovadas as Patentes
>>> de Software.
>>>
>>>   N?o sabe o que s?o? Pensa que n?o o penalizam? Recomendo
>>> que v? a http://livredepatentes.gnulinux-portugal.org
>>> para obter alguma informa??o sobre isto.
>>>
>>>   Ainda podemos fazer muito para evitar a introdu??o de
>>> Patentes de Software na Europa, mas precisamos, acima de tudo,
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[Ubuntu-PT 8551] Re: Europa livre de patentes de software

Georgy Zhukov
Ganância.

É a única validade.

Se é para "proteger" o conhecimento basta libertar o mesmo para o domínio
público.

O Edison também é famoso pela lâmpada, mas o Tesla já lá tinha chegado
antes...

Isto tudo para dizer que a maior parte das patentes não têm nada de genial,
mas sim sede de dinheiro...

E não há melhor elogio para uma ideia que ela cair em "vulgaridade", mais
uma prova da sua genialidade.

Quase que se pode associar a ideia de "bloqueio de inovação" com "patentes
de software", mas isso sou eu...

Cumprimentos!

2011/3/5 André Pereira <[hidden email]>

> Se reparar, os direitos de autor são nada mais nada menos que patentes...
> A diferença é que no caso das patentes tende a ser algo mais técnico e
> acima de tudo pretende proteger o autor da ideia de esta cair em vulgaridade
> após a sua "descoberta".
> Por alguma razão o registo de patentes tem uma validade.
>
>
>
> A 2011/03/05, às 21:45, йозе леал escreveu:
>
> >
> >
> >
> > Sat, 5 Mar 2011 19:21:56 +0000 письмо от AndrИ Pereira <
> [hidden email]>:
> >
> >> Lamento discordar da sua opini?o, no entanto...
> >>
> >> Se algu?m inventou algo e esse algu?m tem interesse em utilizar esse
> algo em
> >> seu beneficio ou em beneficio de algu?m, qual ? o problema de ter de
> pagar a
> >> quem teve a ideia?
> >>
> >
> > Há uns anos estive num encontro em Lisboa de pessoas que se manifestaram
> contra as patentes de software (foi mais um encontro do que manifestação). A
> ideia, pois, não é nova, os lóbies há muito que têm tentado levar a sua
> avante ou através do Parlamento Europeu ou através da Comissão Europeia.
> >
> > Uma coisa é eu escrever um programa e registar o código, tal como posso
> fazer com um livro e aí, ninguém poderá copia-los. Mas isso já é possível
> fazer hoje em dia, sem necessidade de introdução das patentes de software.
> >
> > Infelizmente, eu não sou a pessoa mais indicada para explicar qual é o
> perigo das patentes de software, mas vou tentar dar um exemplo que, alias,
> foi referido naquela reunião: os links estão patenteados. Ou seja, se eu
> tiver uma pagina e essa página tiver um link (e não estou a ver como
> evita-lo), terei que pagar a uma empresa inglesa aquilo que eles acharem por
> bem, e essa empresa nem inventou a World Wide Web, nem os protocolos http,
> nem o formato html, mas, patentearam a ideia do link. O progressor de
> tarefas (aquilo que eu chamo o termómetro) esta patenteado. Ou seja, não
> interessa em que língua de programação, em que cor ou com que aspecto, eu
> não posso implementar o tal "termómetro" sem pagar royalties à respectiva
> empresa. O mesmo deve acontecer com os menus pop-up ou pull-down, etc. Ou
> seja, se eu for programador, eu não posso dar um passo sem ter que pagar
> royalties a alguém. isso torna a vida de um programador independente ou de
> uma pequena empresa virtualmente impossível. O desenvolvimento de software
> livre, do linux, por exemplo, seria impossível.
> >
> > Isto tudo parece completamente absurdo e delirante e o problema é que o é
> na realidade.
> >
> > Infelizmente, repito-me, eu não sou a pessoa mais informada para
> esclarecer sobre assuntos como direitos de autor (que já existem) e patentes
> de software. Entre as pessoas que estiveram no encontro a que já me referi,
> havia muita gente esclarecida e competente, sobretudo uma pessoa que estudou
> sozinha o problema, mesmo sem ter formação jurídica, e fez lóbie junto dos
> parlamentares portugueses no Parlamento Europeue ele contou-nos a reacção
> dos deputados (que agora não me lembro) a maioria dos quais não percebia
> nada do assunto e admitia-o abertamente nos encontros que tiveram com ele.
>  Este tipo de acções foi feito por voluntários de vários países. Acho que
> foi isso que impediu que até agora as patentes de software tenham sido
> adoptadas na Europa.
> >
> > Eu só não percebi uma coisa: como é que "a vida continua" nos países onde
> essa legislação já foi aprovada (EUA, por exemplo).
> > Uma possível explicação é que se o software livre fosse abolido de um dia
> para o outro parava tudo: google, internet, tudo.
> >
> >
> >
> >> A 2011/03/05, ?s 19:04, Vasco Almeida escreveu:
> >>
> >>> Caro ubuntista,
> >>>
> >>>   N?o sei se j? sabe dos perigos que se aproximam da
> >>> Internet e do mundo da computa??o.
> >>>
> >>>   Alguns sectores econ?micos est?o a fazer press?o no
> >>> Parlamento Europeu para que sejam aprovadas as Patentes
> >>> de Software.
> >>>
> >>>   N?o sabe o que s?o? Pensa que n?o o penalizam? Recomendo
> >>> que v? a http://livredepatentes.gnulinux-portugal.org
> >>> para obter alguma informa??o sobre isto.
> >>>
> >>>   Ainda podemos fazer muito para evitar a introdu??o de
> >>> Patentes de Software na Europa, mas precisamos, acima de tudo,
> >>> da ajuda de TODOS.
> >>>
> >>>
> >>>
> >>> - Quero uma Europa Livre de Patentes de Software! E tu? -
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[Ubuntu-PT 8564] Re: Europa livre de patentes de software

madskaddie
In reply to this post by André Pereira-3
On Sat, Mar 05, 2011 at 07:21:56PM +0000, André Pereira wrote:
> Lamento discordar da sua opinião, no entanto...
>
> Se alguém inventou algo e esse alguém tem interesse em utilizar esse algo
> em seu beneficio ou em beneficio de alguém, qual é o problema de ter de
> pagar a quem teve a ideia?
>

Software e algoritmia matemática são a mesma coisa. Achas interessante a
ideia de patentar a solução de um problema matemático? Imagina que alguem
tinha patenteado a fórmula resolvente (sol. eq. quadráticas) e que agora
cada pessoa que a utilizasse tinha de pedir autorização e pagar.


On Sat, Mar 05, 2011 at 10:21:04PM +0000, André Pereira wrote:
> Se reparar, os direitos de autor são nada mais nada menos que patentes...
> A diferença é que no caso das patentes tende a ser algo mais técnico e acima de tudo pretende proteger o autor da ideia de esta cair em vulgaridade após a sua "descoberta".
> Por alguma razão o registo de patentes tem uma validade.
>

Claramente demonstras muita ignorância sobre o tema. Aconselho-te a ir
estudar um pouco antes de teres uma posição.

Informa-te das vantagens e desvantagens das patentes de soft no EUA. Vai lá
ver quem são os "pobres inventores" e aquilo que se faz com as patentes.  
Já agora, eu e tu a escrever este email provavelmente violámos umas quantas
(eu pelo menos sei de uma: fiz pageup/pagedown e o meu editor de texto faz
aquilo que estamos habituados. Esta pertence à M$)


Gil Brandão


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[Ubuntu-PT 8567] Re: Europa livre de patentes de software

jneves
In reply to this post by André Pereira-3
On 05-03-2011 19:21, André Pereira wrote:
> Lamento discordar da sua opinião, no entanto...
>
> Se alguém inventou algo e esse alguém tem interesse em utilizar esse algo em seu beneficio ou em beneficio de alguém, qual é o problema de ter de pagar a quem teve a ideia?
A teoria é bonita, não é? Na prática a situação é completamente diferente:

1) O detentor da patente não precisa de ser o inventor (raramente é).

2) Patentes rídiculas, como a patente de desenhar "linhas gordas" (aka
rectângulos) num ecrã da IBM.

3) Portfolios de patentes: empresas que têm milhares de patentes e que
te acusam de usar uma das patentes deles. Só defenderes-te contra essa
situação investindo uma fortuna em análise de patentes.

4) Construção de software é incremental. O mais pequeno dos programas
tem milhares de conceitos lá metidos.

5) Licenciamento das patentes é opcional. Se precisares de uma licença
de patente (por exemplo, para ler DVDs em GNU/Linux) podes não poder
fazê-lo (legalmente). O mesmo acontece com qualquer código publicado,
seja a patente necessária antes ou depois da publicação (pode ser
desconhecida durante o desenvolvimento - é algo normal).

Cumprimentos,
João Miguel Neves

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[Ubuntu-PT 8568] Re: Europa livre de patentes de software

jneves
In reply to this post by André Pereira-3
Ok, dada a enormidade do erro aqui afirmado, vamos a ver se nos entendemos.

Existe uma razão principal para a Sociedade Portuguesa de Autores ser
contra patentes de software, é que o mecanismo de patentes anula o
direito de autor.

São mecanismos completamente diferentes: o direito de autor protege
implementações, a patente protege toda a implementação de um mecanismo.
O direito de autor protege quem desenvolve software com a ideia de que
essa entidade pode ir ao mercado obter um retorno do seu trabalho. A
patente permite um monopólio sobre um mecanismo.

Consequências:

1) não gostas de um programa, queres fazer uma alternativa: o direito de
autor permite-te, a patente não.

2) queres fazer um programa que corra noutra plataforma: o direito de
autor permite-te, a patente não.

3) queres fazer um programa completamente diferente (ex: uma câmara de
vídeo vs um leitor de vídeo): o direito de autor permite-te, a patente não.

Se desenvolveste o trabalho e agora não aceitam que tu licencies a
patente? Azar o teu. Não sabias da patente? Azar o teu.

Exemplos reais: ver/escrever JPEG, ver/ler H.264, ter uma loja online,
desenhar um rectângulo no ecrã, entre mais de 100 000 outras situações.

Cumprimentos,
João Miguel Neves

On 05-03-2011 22:21, André Pereira wrote:

> Se reparar, os direitos de autor são nada mais nada menos que patentes...
> A diferença é que no caso das patentes tende a ser algo mais técnico e acima de tudo pretende proteger o autor da ideia de esta cair em vulgaridade após a sua "descoberta".
> Por alguma razão o registo de patentes tem uma validade.
>
>
>
> A 2011/03/05, às 21:45, йозе леал escreveu:
>
>>
>>
>> Sat, 5 Mar 2011 19:21:56 +0000 письмо от AndrИ Pereira<[hidden email]>:
>>
>>> Lamento discordar da sua opini?o, no entanto...
>>>
>>> Se algu?m inventou algo e esse algu?m tem interesse em utilizar esse algo em
>>> seu beneficio ou em beneficio de algu?m, qual ? o problema de ter de pagar a
>>> quem teve a ideia?
>>>
>> Há uns anos estive num encontro em Lisboa de pessoas que se manifestaram contra as patentes de software (foi mais um encontro do que manifestação). A ideia, pois, não é nova, os lóbies há muito que têm tentado levar a sua avante ou através do Parlamento Europeu ou através da Comissão Europeia.
>>
>> Uma coisa é eu escrever um programa e registar o código, tal como posso fazer com um livro e aí, ninguém poderá copia-los. Mas isso já é possível fazer hoje em dia, sem necessidade de introdução das patentes de software.
>>
>> Infelizmente, eu não sou a pessoa mais indicada para explicar qual é o perigo das patentes de software, mas vou tentar dar um exemplo que, alias, foi referido naquela reunião: os links estão patenteados. Ou seja, se eu tiver uma pagina e essa página tiver um link (e não estou a ver como evita-lo), terei que pagar a uma empresa inglesa aquilo que eles acharem por bem, e essa empresa nem inventou a World Wide Web, nem os protocolos http, nem o formato html, mas, patentearam a ideia do link. O progressor de tarefas (aquilo que eu chamo o termómetro) esta patenteado. Ou seja, não interessa em que língua de programação, em que cor ou com que aspecto, eu não posso implementar o tal "termómetro" sem pagar royalties à respectiva empresa. O mesmo deve acontecer com os menus pop-up ou pull-down, etc. Ou seja, se eu for programador, eu não posso dar um passo sem ter que pagar royalties a alguém. isso torna a vida de um programador independente ou de uma pequena empresa virtualmente impossível. O desenvolvimento de software livre, do linux, por exemplo, seria impossível.
>>
>> Isto tudo parece completamente absurdo e delirante e o problema é que o é na realidade.
>>
>> Infelizmente, repito-me, eu não sou a pessoa mais informada para esclarecer sobre assuntos como direitos de autor (que já existem) e patentes de software. Entre as pessoas que estiveram no encontro a que já me referi, havia muita gente esclarecida e competente, sobretudo uma pessoa que estudou sozinha o problema, mesmo sem ter formação jurídica, e fez lóbie junto dos parlamentares portugueses no Parlamento Europeue ele contou-nos a reacção dos deputados (que agora não me lembro) a maioria dos quais não percebia nada do assunto e admitia-o abertamente nos encontros que tiveram com ele.  Este tipo de acções foi feito por voluntários de vários países. Acho que foi isso que impediu que até agora as patentes de software tenham sido adoptadas na Europa.
>>
>> Eu só não percebi uma coisa: como é que "a vida continua" nos países onde essa legislação já foi aprovada (EUA, por exemplo).
>> Uma possível explicação é que se o software livre fosse abolido de um dia para o outro parava tudo: google, internet, tudo.
>>
>>
>>
>>> A 2011/03/05, ?s 19:04, Vasco Almeida escreveu:
>>>
>>>> Caro ubuntista,
>>>>
>>>>    N?o sei se j? sabe dos perigos que se aproximam da
>>>> Internet e do mundo da computa??o.
>>>>
>>>>    Alguns sectores econ?micos est?o a fazer press?o no
>>>> Parlamento Europeu para que sejam aprovadas as Patentes
>>>> de Software.
>>>>
>>>>    N?o sabe o que s?o? Pensa que n?o o penalizam? Recomendo
>>>> que v? a http://livredepatentes.gnulinux-portugal.org
>>>> para obter alguma informa??o sobre isto.
>>>>
>>>>    Ainda podemos fazer muito para evitar a introdu??o de
>>>> Patentes de Software na Europa, mas precisamos, acima de tudo,
>>>> da ajuda de TODOS.
>>>>
>>>>
>>>>
>>>> - Quero uma Europa Livre de Patentes de Software! E tu? -
>>>> --------------------------------------------------------------
>>>> EuropeSwPatentFree http://livredepatentes.gnulinux-portugal.org
>>>> --------------------------------------------------------------
>>>>
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[Ubuntu-PT 8570] Europa livre de patentes de software

JaimePereira
João, os meus sinceros parabéns!
Conseguiste dizer tudo o que faltava e que eu não sabia explicar.

Jaime Pereira


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[Ubuntu-PT 8571] Re: Europa livre de patentes de software

Diogo Constantino
In reply to this post by jneves
Faltou ainda dizeres que ter em conta as leis de patentes, faz com que  
o desenvolvimento de software não seja sustentável, ou mesmo  
praticável...

Em primeiro lugar implica ter que se contratar uma equipa de advogados  
e outros especialistas técnicos para se fazer uma pré-análise, de quais
as patentes que poderão afectar o software em causa. E isto custa  
muito dinheiro, e exclui logo à partida free-lancers e a maior parte  
das pequenas e médias empresas.

Em segundo lugar tens que conseguir licenciar, patentes. Isto custa  
dinheiro e podes nem conseguir apenas porque o detentor das patentes  
está com dor de dentes e por isso está mal disposto. Ou então têm  
algum conflito legal e/ou comercial. Ou simplesmente não querem mais  
competição no mercado.

Em terceiro lugar, se não conseguires licenciar patentes tens que  
desenvolver métodos alternativos... O que pode não ser possível,  
porque a linguagem utilizada
nas patentes é intencionalmente vaga para que sejam o mais abrangentes  
possível. É altamente improvável que se tenha também dinheiro e tempo  
para a investigação e desenvolvimento necessário para criar métodos  
alternativos e quando o fizerem volta-se ao princípio, pois é preciso  
confirmar que esses métodos não estão já patenteados, ou que não  
precisas de licenciar outras patentes para poderes utilizar estes  
métodos, ou seja, é preciso mais tempo e mais dinheiro.

Em quarto lugar à medida, em que o software é desenvolvido. Tem que se  
ir avaliando a necessidade de licenciamento de outras patentes isso  
tem que ser pago. Se forem preciso novas patentes os problemas  
anteriores voltam todos a colocar-se. Se escolherem verificar apenas  
no fim do desenvolvimento o impacto de uma pantente aumenta, pois pode  
implicar ainda mais mudanças e a repetição de todos os problemas  
anteriores. Quer num caso, quer no outro encontrar problemas significa  
ter que gastar mais tempo e mais dinheiro.

Conclusões:
* o desenvolvimento de software fica cada vez menos a ser uma questão  
de engenharia e cada vez mais uma questão de direito. Isto faz com que  
o foco e o esforço se afaste de qualidade;

* o desenvolvimento de software fica proibitivamente caro para quase  
todas as empresas. E a maior parte das empresas que desenvolvem  
software, nem são software houses, nem sequer empresas de informática,  
mas sim empresas que têm outros negócios e desenvolve/encomendam  
software à sua medida para as especificidades do seu negócio. Os  
custos e tempo de desenvolvimento de software vão fazer com que não só  
o software desenvolvido por empresas de informática seja muito mais  
raro e mais caro, como também o software desenvolvido pelas outras  
empresas seja mais raro, mais caro, o que implica também uma  
diminuição da operacionalidade dessas empresas e uma diminuição da  
inovação de modelos operacionais e de negócio dessas empresas;

* o software ficaria muito mais caro e quem pagará isso vão ser os  
consumidores;

* o risco do financiamento do desenvolvimento de software aumentará o  
que faz com que houvesse menos investidores e por isso menos software;

  * haveria menos competição e por isso os preços aumentariam e a  
qualidade diminuiria;



Se colocarmos isto tudo numa balança, vamos ver que vantagem do  
incentivo económico a quem detém a patente é muitíssimo ultrapassada  
pelas desvantagens. Para além de haverem outras formas de fazer  
dinheiro com uma invenção, como vender produtos e/ou serviços que a  
utilizem.



Citando João Miguel Neves <[hidden email]>:

> On 05-03-2011 19:21, André Pereira wrote:
>> Lamento discordar da sua opinião, no entanto...
>>
>> Se alguém inventou algo e esse alguém tem interesse em utilizar  
>> esse algo em seu beneficio ou em beneficio de alguém, qual é o  
>> problema de ter de pagar a quem teve a ideia?
> A teoria é bonita, não é? Na prática a situação é completamente diferente:
>
> 1) O detentor da patente não precisa de ser o inventor (raramente é).
>
> 2) Patentes rídiculas, como a patente de desenhar "linhas gordas"  
> (aka rectângulos) num ecrã da IBM.
>
> 3) Portfolios de patentes: empresas que têm milhares de patentes e  
> que te acusam de usar uma das patentes deles. Só defenderes-te  
> contra essa situação investindo uma fortuna em análise de patentes.
>
> 4) Construção de software é incremental. O mais pequeno dos  
> programas tem milhares de conceitos lá metidos.
>
> 5) Licenciamento das patentes é opcional. Se precisares de uma  
> licença de patente (por exemplo, para ler DVDs em GNU/Linux) podes  
> não poder fazê-lo (legalmente). O mesmo acontece com qualquer código  
> publicado, seja a patente necessária antes ou depois da publicação  
> (pode ser desconhecida durante o desenvolvimento - é algo normal).
>
> Cumprimentos,
> João Miguel Neves
>
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> https://lists.ubuntu.com/mailman/listinfo/ubuntu-pt
>



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[Ubuntu-PT 8572] Re: Europa livre de patentes de software

Georgy Zhukov
Pois, o problema é que as empresas grandes gostam de patentes.

E as empresas grandes têm amigos na política...

2011/3/8 <[hidden email]>

> Faltou ainda dizeres que ter em conta as leis de patentes, faz com que o
> desenvolvimento de software não seja sustentável, ou mesmo praticável...
>
> Em primeiro lugar implica ter que se contratar uma equipa de advogados e
> outros especialistas técnicos para se fazer uma pré-análise, de quais
> as patentes que poderão afectar o software em causa. E isto custa muito
> dinheiro, e exclui logo à partida free-lancers e a maior parte das pequenas
> e médias empresas.
>
> Em segundo lugar tens que conseguir licenciar, patentes. Isto custa
> dinheiro e podes nem conseguir apenas porque o detentor das patentes está
> com dor de dentes e por isso está mal disposto. Ou então têm algum conflito
> legal e/ou comercial. Ou simplesmente não querem mais competição no mercado.
>
> Em terceiro lugar, se não conseguires licenciar patentes tens que
> desenvolver métodos alternativos... O que pode não ser possível, porque a
> linguagem utilizada
> nas patentes é intencionalmente vaga para que sejam o mais abrangentes
> possível. É altamente improvável que se tenha também dinheiro e tempo para a
> investigação e desenvolvimento necessário para criar métodos alternativos e
> quando o fizerem volta-se ao princípio, pois é preciso confirmar que esses
> métodos não estão já patenteados, ou que não precisas de licenciar outras
> patentes para poderes utilizar estes métodos, ou seja, é preciso mais tempo
> e mais dinheiro.
>
> Em quarto lugar à medida, em que o software é desenvolvido. Tem que se ir
> avaliando a necessidade de licenciamento de outras patentes isso tem que ser
> pago. Se forem preciso novas patentes os problemas anteriores voltam todos a
> colocar-se. Se escolherem verificar apenas no fim do desenvolvimento o
> impacto de uma pantente aumenta, pois pode implicar ainda mais mudanças e a
> repetição de todos os problemas anteriores. Quer num caso, quer no outro
> encontrar problemas significa ter que gastar mais tempo e mais dinheiro.
>
> Conclusões:
> * o desenvolvimento de software fica cada vez menos a ser uma questão de
> engenharia e cada vez mais uma questão de direito. Isto faz com que o foco e
> o esforço se afaste de qualidade;
>
> * o desenvolvimento de software fica proibitivamente caro para quase todas
> as empresas. E a maior parte das empresas que desenvolvem software, nem são
> software houses, nem sequer empresas de informática, mas sim empresas que
> têm outros negócios e desenvolve/encomendam software à sua medida para as
> especificidades do seu negócio. Os custos e tempo de desenvolvimento de
> software vão fazer com que não só o software desenvolvido por empresas de
> informática seja muito mais raro e mais caro, como também o software
> desenvolvido pelas outras empresas seja mais raro, mais caro, o que implica
> também uma diminuição da operacionalidade dessas empresas e uma diminuição
> da inovação de modelos operacionais e de negócio dessas empresas;
>
> * o software ficaria muito mais caro e quem pagará isso vão ser os
> consumidores;
>
> * o risco do financiamento do desenvolvimento de software aumentará o que
> faz com que houvesse menos investidores e por isso menos software;
>
>  * haveria menos competição e por isso os preços aumentariam e a qualidade
> diminuiria;
>
>
>
> Se colocarmos isto tudo numa balança, vamos ver que vantagem do incentivo
> económico a quem detém a patente é muitíssimo ultrapassada pelas
> desvantagens. Para além de haverem outras formas de fazer dinheiro com uma
> invenção, como vender produtos e/ou serviços que a utilizem.
>
>
>
> Citando João Miguel Neves <[hidden email]>:
>
>
>  On 05-03-2011 19:21, André Pereira wrote:
>>
>>> Lamento discordar da sua opinião, no entanto...
>>>
>>> Se alguém inventou algo e esse alguém tem interesse em utilizar esse algo
>>> em seu beneficio ou em beneficio de alguém, qual é o problema de ter de
>>> pagar a quem teve a ideia?
>>>
>> A teoria é bonita, não é? Na prática a situação é completamente diferente:
>>
>> 1) O detentor da patente não precisa de ser o inventor (raramente é).
>>
>> 2) Patentes rídiculas, como a patente de desenhar "linhas gordas" (aka
>> rectângulos) num ecrã da IBM.
>>
>> 3) Portfolios de patentes: empresas que têm milhares de patentes e que te
>> acusam de usar uma das patentes deles. Só defenderes-te contra essa situação
>> investindo uma fortuna em análise de patentes.
>>
>> 4) Construção de software é incremental. O mais pequeno dos programas tem
>> milhares de conceitos lá metidos.
>>
>> 5) Licenciamento das patentes é opcional. Se precisares de uma licença de
>> patente (por exemplo, para ler DVDs em GNU/Linux) podes não poder fazê-lo
>> (legalmente). O mesmo acontece com qualquer código publicado, seja a patente
>> necessária antes ou depois da publicação (pode ser desconhecida durante o
>> desenvolvimento - é algo normal).
>>
>> Cumprimentos,
>> João Miguel Neves
>>
>> --
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>> [hidden email]
>> https://lists.ubuntu.com/mailman/listinfo/ubuntu-pt
>>
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[Ubuntu-PT 11004] Re: Europa livre de patentes de software

Carlos Alberto Ramos-2
Não será altura de incluir a sustentabilidade do desenvolvimento, na
sustentabilidade do Planeta?
Carlos Ramos

Georgy Zhukov <[hidden email]> escreveu no dia terça, 8/03/2011 à(s)
18:32:

> Pois, o problema é que as empresas grandes gostam de patentes.
>
> E as empresas grandes têm amigos na política...
>
> 2011/3/8 <[hidden email]>
>
> > Faltou ainda dizeres que ter em conta as leis de patentes, faz com que o
> > desenvolvimento de software não seja sustentável, ou mesmo praticável...
> >
> > Em primeiro lugar implica ter que se contratar uma equipa de advogados e
> > outros especialistas técnicos para se fazer uma pré-análise, de quais
> > as patentes que poderão afectar o software em causa. E isto custa muito
> > dinheiro, e exclui logo à partida free-lancers e a maior parte das
> pequenas
> > e médias empresas.
> >
> > Em segundo lugar tens que conseguir licenciar, patentes. Isto custa
> > dinheiro e podes nem conseguir apenas porque o detentor das patentes está
> > com dor de dentes e por isso está mal disposto. Ou então têm algum
> conflito
> > legal e/ou comercial. Ou simplesmente não querem mais competição no
> mercado.
> >
> > Em terceiro lugar, se não conseguires licenciar patentes tens que
> > desenvolver métodos alternativos... O que pode não ser possível, porque a
> > linguagem utilizada
> > nas patentes é intencionalmente vaga para que sejam o mais abrangentes
> > possível. É altamente improvável que se tenha também dinheiro e tempo
> para a
> > investigação e desenvolvimento necessário para criar métodos
> alternativos e
> > quando o fizerem volta-se ao princípio, pois é preciso confirmar que
> esses
> > métodos não estão já patenteados, ou que não precisas de licenciar outras
> > patentes para poderes utilizar estes métodos, ou seja, é preciso mais
> tempo
> > e mais dinheiro.
> >
> > Em quarto lugar à medida, em que o software é desenvolvido. Tem que se ir
> > avaliando a necessidade de licenciamento de outras patentes isso tem que
> ser
> > pago. Se forem preciso novas patentes os problemas anteriores voltam
> todos a
> > colocar-se. Se escolherem verificar apenas no fim do desenvolvimento o
> > impacto de uma pantente aumenta, pois pode implicar ainda mais mudanças
> e a
> > repetição de todos os problemas anteriores. Quer num caso, quer no outro
> > encontrar problemas significa ter que gastar mais tempo e mais dinheiro.
> >
> > Conclusões:
> > * o desenvolvimento de software fica cada vez menos a ser uma questão de
> > engenharia e cada vez mais uma questão de direito. Isto faz com que o
> foco e
> > o esforço se afaste de qualidade;
> >
> > * o desenvolvimento de software fica proibitivamente caro para quase
> todas
> > as empresas. E a maior parte das empresas que desenvolvem software, nem
> são
> > software houses, nem sequer empresas de informática, mas sim empresas que
> > têm outros negócios e desenvolve/encomendam software à sua medida para as
> > especificidades do seu negócio. Os custos e tempo de desenvolvimento de
> > software vão fazer com que não só o software desenvolvido por empresas de
> > informática seja muito mais raro e mais caro, como também o software
> > desenvolvido pelas outras empresas seja mais raro, mais caro, o que
> implica
> > também uma diminuição da operacionalidade dessas empresas e uma
> diminuição
> > da inovação de modelos operacionais e de negócio dessas empresas;
> >
> > * o software ficaria muito mais caro e quem pagará isso vão ser os
> > consumidores;
> >
> > * o risco do financiamento do desenvolvimento de software aumentará o que
> > faz com que houvesse menos investidores e por isso menos software;
> >
> >  * haveria menos competição e por isso os preços aumentariam e a
> qualidade
> > diminuiria;
> >
> >
> >
> > Se colocarmos isto tudo numa balança, vamos ver que vantagem do incentivo
> > económico a quem detém a patente é muitíssimo ultrapassada pelas
> > desvantagens. Para além de haverem outras formas de fazer dinheiro com
> uma
> > invenção, como vender produtos e/ou serviços que a utilizem.
> >
> >
> >
> > Citando João Miguel Neves <[hidden email]>:
> >
> >
> >  On 05-03-2011 19:21, André Pereira wrote:
> >>
> >>> Lamento discordar da sua opinião, no entanto...
> >>>
> >>> Se alguém inventou algo e esse alguém tem interesse em utilizar esse
> algo
> >>> em seu beneficio ou em beneficio de alguém, qual é o problema de ter de
> >>> pagar a quem teve a ideia?
> >>>
> >> A teoria é bonita, não é? Na prática a situação é completamente
> diferente:
> >>
> >> 1) O detentor da patente não precisa de ser o inventor (raramente é).
> >>
> >> 2) Patentes rídiculas, como a patente de desenhar "linhas gordas" (aka
> >> rectângulos) num ecrã da IBM.
> >>
> >> 3) Portfolios de patentes: empresas que têm milhares de patentes e que
> te
> >> acusam de usar uma das patentes deles. Só defenderes-te contra essa
> situação
> >> investindo uma fortuna em análise de patentes.
> >>
> >> 4) Construção de software é incremental. O mais pequeno dos programas
> tem
> >> milhares de conceitos lá metidos.
> >>
> >> 5) Licenciamento das patentes é opcional. Se precisares de uma licença
> de
> >> patente (por exemplo, para ler DVDs em GNU/Linux) podes não poder
> fazê-lo
> >> (legalmente). O mesmo acontece com qualquer código publicado, seja a
> patente
> >> necessária antes ou depois da publicação (pode ser desconhecida durante
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> >> desenvolvimento - é algo normal).
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